10 novembro 2010

Reciclar vuvuzelas

Nunca fui de patriotismos hipócritas.
E, neste momento, em que os mais poderosos (políticos, banqueiros e empresários) dizem que o desmando em que vive este país, é culpa de todos, quando só alguns é que encheram/enchem os bolsos, estou farta de tanta hipocrisia.
Por isso, parece-me, no mínimo, refrescante a ideia de reciclar vuvuzelas. Como na África do Sul haviam demasiadas vuvuzelas, sem utilidade alguma, foi feito um concurso para apresentação de propostas com o objectivo de reciclá-las. Ganhou a que aglutina três argolas de vuvuzela, com dimensões e cores diferentes, para as transformar num brinco de senhora, que irá ser comercializado brevemente.
Bem hajam as ideias originais!
Cá, em Portugal, pelo que se vê, até deixam estragar alimentos que foram dados para matar a fome de quem a tem. Logo, as vuvuzelas iriam apodrecer, até aos próximos milénios, num qualquer contentor...

Fernanda Pedroso

16 outubro 2010

Sobre a República

Ainda no rescaldo do centenário da República, entre tanta coisa boa e má de que se falou, aqui fica uma lista de ícones simbólicos, datados da 1ª República, ainda existentes em Lisboa e em actividade:
- carros eléctricos da Carris;
- Café Gelo;
- Brasileira do Chiado, desde sempre frequentada pelas elites intelectuais e revolucionárias;
- fábrica da cerveja;
- alfaiataria Nunes Correia, com mestre alfaiate, e onde, nos fatos feitos por medida, tudo era feito à mão; aliás, o fato por medida, a cartola e o bigode, caracterizavam o homem republicano de 1910;
- barbearia Campos, que conserva utensílios usados em 1910;
- chapelaria Azevedo Rua.
A fazer uma visita a estes locais, numa próxima ida a Lisboa, assim como, ao Museu Bordalo Pinheiro.

Fernanda Pedroso

13 outubro 2010

Mineiros resgatados com êxito

Coisas assim, fazem-me acreditar no Homem.
A história conta-se rapidamente: no dia 5 de Agosto, desmoronou-se uma mina de cobre e ouro, perto de Copiapó, localidade do deserto de Atacama, Chile, soterrando 33 mineiros, a 700 metros de profundidade. Estiveram 17 dias incomunicáveis, vivendo na escuridão das profundezas, alimentando-se, apenas, de uma ração de água, algum leite, meia bolacha e duas colheres de atum, em cada 48 horas.
No exterior, ninguém fica insensível e são desenvolvidos esforços para os salvar. As perspectivas dos especialistas, apontavam para que o salvamento ocorresse, apenas, próximo do Natal.
A 23 de Agosto, recebem, pela primeira vez, comer, oxigénio e água. Depois, começam a comunicar, por escrito e de viva voz, com os familiares. Entretanto, nasce a filha de um deles, a quem é dado o nome de Esperanza.
No início de Outubro, está pronta a cápsula, chama Fenix, como a mítica ave que renasceu das cinzas, construída pela marinha chilena, com a colaboração da NASA. Esta cápsula, com meia tonelada de peso, dois metros de altura e sessenta centímetros de diâmetro, iria ser o meio de transporte destes homens, que estiveram, como disse um deles, "entre deus e o diabo", para a liberdade.
E, de fato antiabrasivo vestido e óculos escuros postos, surge o primeiro mineiro à superfície, após 69 dias soterrado, dando lugar a uma grande explosão de alegria de todos os presentes e renovando a esperança da realização do resgate com sucesso, dos restantes. A partir de então, foram subindo, um a um, sem interrupções, nem perdas de tempo desnecessárias.
Emocionadamente, os corações, deles e nossos, foram batendo ao longo de todas aquelas horas, para finalmente descansarem, sentindo que ao menos, por uma vez, não se pensou mais no dinheiro do que no homem.

Fernanda Pedroso

07 outubro 2010

Vivendo e aprendendo...

Monsanto e Penha Garcia são duas freguesias do concelho de Idanha-a-Nova (Beira Baixa).
Monsanto foi considerada a aldeia mais portuguesa de Portugal. Dela disse Saramago, "Devemos entender o que há de pedra nas pessoas e descobrir o que das pessoas passou à pedra".
Penha Garcia, também chamada o presépio da Beira, está cheia de rochas estranhas, com vestígios fósseis do que ali viveu em épocas remotas. Vestígios esses, tão vivos e autênticos, como nunca tinha visto noutro lado.

Foto obtida aqui

Em ambas se fazem as marafonas, bonequinhas confeccionadas a partir de uma cruz, com trajes coloridos. Não têm olhos nem boca, para nada verem e poderem contar e estão associadas ao culto da fertilidade. Devem ser colocadas debaixo da cama dos recém casados.
Conta a dona da loja de artesanato e fazedora de marafonas que um dia lhe apareceu na loja uma mulher que não conseguia ter filhos, "Ai meu Deus que até me arrepio toda só de falar nisso!". Ao saber dos poderes da boneca, levou uma consigo. Passados quase dois anos, voltou lá, com um bebé num carrinho e dirigiu-se a ela, beijando-a e abraçando-a. A marafona cumprira a sua função.

Como se faz uma marafona de Monsanto?
Ver vídeo, aqui.

Fernanda Pedroso

05 outubro 2010

Centenário da República Portuguesa

Republicanos na toponímia da cidade de Almada: aqui

04 outubro 2010

Istambul 2010: Capital Europeia da Cultura

Istambul
1º plano, Mesquita Azul, do Sultão Ahmet I
2º plano, Basílica de Santa Sofia


25 setembro 2010

Índia vai declarar elefante Património Nacional

--------------------------------Elefante Indiano

O governo indiano vai declarar o elefante Património Nacional e reforçar a protecção desta espécie animal, divulgou recentemente o ministro do Ambiente da Índia, Jairam Ramesh. Os elefantes "fazem parte do nosso património há vários séculos (...) e temos de lhe dar uma importância igual à do tigre", afirmou o ministro.
O ministro do Ambiente recebeu um relatório, elaborado por um grupo de trabalho, que define, entre outros aspectos, uma agenda com várias acções de preservação. No documento, o grupo aconselha a criação de uma Autoridade Nacional de Conservação do Eolefante, entidade que já existe para a preservação dos tigres e que terá como principal missão a gestão e o aumento de fundos para o bem-estar e conservação da espécie. "Precisamos de alterar a lei de protecção da vida selvagem para ser possível a criação da Autoridade", acrescentou o responsável.
Refira-se que no território indiano vivem cerca de 60% dos elefantes do continente asiático, perto de 25 mil exemplares, dos quais 3500 vivem em cativeiro.

Lusa (23-09-2010)

Elefante asiático aqui.

22 setembro 2010

Crianças portuguesas obesas


Obesidade: "Em cada três crianças, uma é de risco."
O coordenador da Plataforma Nacional Contra a Obesidade, Pedro Graça, revelou que quase um terço das crianças portuguesas, entre os 2 e os 5 anos, estão em estado de pré-obesidade ou obesidade, um problema já denominado como uma "pandemia do século XXI", noticia a Lusa, Maio 2010.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), estima-se que a prevalência da pré-obesidade e da obesidade, em Portugal, nas crianças dos 7 aos 9 anos de idade, é de cerca de 32% (as crianças do sexo feminino apresentam valores superiores às do sexo masculino).
A taxa de ceescimento da doença na Europa tem-se mantido constante, acrescentando 400 mil crianças por ano, aos já existentes 45 milhões de crianças com excesso de peso. Este valor é 10 vezes superior ao registado em 1970. A nível mundial, a prevalência da obesidade é tão elevada que a OMS considerou esta doença como a epidemia global do século XXI.
A obesidade tem origem em diversos factores, complexos, de origem genética, metabólica, ambiental e comportamental. É considerada uma doença crónica e, como tal, requer esforços persistentes e continuados para ser controlada.
O diagnóstico de pré-obesidade e de obesidade é feito através do calculo do Índice de Massa Corporal (IMC), que se determina dividindo o peso em quilogramas, pela altura em metros elevada ao quadrado. Segundo a OMS, considera-se que há excesso de peso quando o IMC calculado é igual ou superior a 25 e obesidade para valores a partir de 30.

As consequências
A obesidade, nas crianças e adolescentes, está associada ao aparecimento de várias patologias, entre as quais, a diabetes tipo 2, um aumento da tensão arterial, um aumento dos níveis de triglicéridos e colesterol (LDL), bem como à diminuição do colesterol "bom" ((HDL).
Está também associada ao desenvolvimento de outro tipo de sintomas e patologias, como a apneia do sono e as dificuldades respiratórias, distúrbios do aparelho locomotor (como são exemplo as artrites), distúbios hormonais, sindroma do ovário poliquístico, problemas dermatológicos, doenças cardiovasculares e algumas formas de cancro. O cansaço fácil, a sudação excessiva e o aparecimento de dores musculares, são também queixas frequentes e que diminuem o conforto e a qualidade de vida dos indivíduos obesos.
Para esta situação pode contribuir uma dieta com excesso de lípidos, glícidos e hidratos de carcono, um número reduzido de refeições, mas com um elevado aporte em calorias, o consumo em excesso e rotineiro da chamada fast-food, o consumo de bebidas com elevado valor calórico e, por outro lado, o sedentarismo e a falta de actividade e exercício físico.
Os comportamentos e hábitos alimentares adquiridos na infância, em família e também na escola, têm uma influência fortíssima para o aparecimento (ou não) da obesidade. E não basta "ditar regras", há que segui-las, pois, os comportamentos dos pais, avós e irmãos mais velhos, vão ser seguidos pelos mais novos.
Numa sociedade que valoriza constantemente a aparência física, o combate à obesidade e ao estigma a ela associada é, também, uma luta pelo bam-estar mental das crianças e jovens.
Saliente-se que, associados à obesidade, surgem distúrbios psicossociais e emocionais, acompanhados de depressão, ansiedade e diminuição de auto-estima. Têm origem na rejeição social, num contexto social que dá primazia à beleza física.

A prevenção e o combate
A prática de uma verdadeira prevenção e de um tratamento precoce, são essenciais para o combate à obesidade. Quanto mais cedo se instala a obesidade numa criança, maior será a probabilidade de se vir a tornar num adulto obeso.
A prevenção da obesidade infantil é conseguida através da promoção de um estilo de vida assente num bom programa alimentar, acompanhado de um regime de actividade física e desportiva.
As crianças devem tomar todas as refeições e, logo de manhã, é importante preparar um bom pequeno almoço, completo e equilibrado. Importa adequar a alimentação às necessidades energéticas, mantendo-se ao longo do dia uma ingestão fraccionada em, pelo menos, cinco refeições: pequeno almoço, almoço e jantar e dois lanches, um a meio da manhã e outro à tarde.
A alimentação requer-se variada e com produtos naturais em todas as refeições do dia e rica em cereais completos, fruta e vegetais frescos, ricos em fibras. Os vegetais são, também, essenciais para a sopa, a consumir ao almoço e ao jantar.
O consumo de calorias deve ser controlado, em particular no que diz respeito à ingestão de açúcares/sacarose (bolos, biscoitos, bolachas, etc.) e gorduras/fritos, sobretudo os ácidos gordos saturados e colesterol, gorduras sólidas e gorduras hidrogenadas e sobreaquecidas.
Importa dar preferência ao consumo de hidratos de carbono complexos: pão completo/escuro, rico em sementes e ainda cereais, arroz a massas, de preferência completos/integrais.
No que respeita à carne, a preferência deve dirigir-se para o consumo de carnes brancas (como o frango e o perú) e magras (coelho) e, por outro lado, moderar o consumo de carnes gordas (porco, borrego, cabrito) e carnes vermelhas.
O peixe é essencial - sem esquecer as várias formas em que pode ser conzinhado.
Nos cozinhados e temperos, dar preferência ao consumo de azeite, bem como às ervas aromáticas e especiarias, moderando o consumo de sal.
O regime diedético deve, assim, ser equilibrado e nutritivo, evitando carências vitamínicas e outras que conduzam à desnutrição. Deve evitar-se o consumo de refrigerantes, preferindo águas simples, chás e infusões, ou sumos naturais, sem adição de açúcar.
Refira-se, ainda, a importância da ingestão adequada de cálcio, uma vez que, na alimentação equilibrada, reduz o armazenamento de gordura - o reduzido consumo de cálcio, associado à pouca ingestão de lacticíneos, encontra-se associado ao excesso de peso.
A prevenção da cárie dentária, na origem de problemas de mastigação e digestão dos alimentos é, também, essencial, através de um adequado aporte de flúor, de uma boa higiene dentária e de um consumo reduzido de produtos açucarados.
Para os recém-nascidos de pais obesos (grandes candidatos a obesidade infantil) e com padrões alimentares ricos em calorias, a alimentação deve ser baseada, exclusivamente, no leite materno durante, pelo menos, os seis primeiros meses de vida. Na evolução da alimentação da criança, deverá ser dada preferência ao consumo de carnes magras, legumes, frutas e muito pequenas quantidades.

Perda de peso em crianças e adolescentes obesos
São significativos os benefícios da perda de peso em indivíduos obesos ao nível, por exemplo, da tensão arterial. Uma redução em 3% no peso corporal diminui, significativamente, a tensão arterial nos adolescentes obesos; uma melhoria acentuada se o programa de emagrecimento incluir exercício físico. São, também, evidentes e em proporção à perda de peso, os benefícios ao nível da redução dos níveis plásmáticos de triglicerídeos e de insulina, bem como o aumento do colesterol HDL.
A perda de peso em crianças e adolescentes, com diabetes tipo 2, embora difícil, é mais eficaz na melhoria do controlo glicémico, quando na dieta se reduz a quantidade de glícidos.

Sites a visitar sobre a obesidade
Portugal é o segundo em obesidade infantil.
Criança obesa... adolescente e adulto doente.
International Association for the Study of Obesity
Obesidade por país (Fonte OCDE: Dados de Saúde 2005)
educação.te

21 setembro 2010

Nadir Afonso

Cidade de Londres

O Sol estava quentinho por cima desta Lisboa de que tanto gosto.
Na rua, viam-se muitos turistas a falar as mais diversas línguas e pretos e muçulmanos e ciganos e portugueses brancos. Três homens tocavam num acordeão modas portuguesas para turista ver...
Uma óptima manhã para visitar a exposição de Nadir Afonso e as suas pinturas, mas, especialmente, as suas cidades inventadas, construídas onde predominavam os círculos, os triângulos, as ovais e as linhas de cores diversas.
Junto uma recordação de quando trabalhou no atelier de Corbusier, mas do que se gosta mais é da sua vasta obra como pintor. Pintor que, com 90 anos e um ar muito frágil, continua a pintar.
Tão desconhecido, tão ignorado e tão importante!

Aqui fica o link da Fundação Nadir Afonso
e um Video deste pintor (SIC - Cartaz, 09/03/2009)

Fernanda Pedroso

15 setembro 2010

Empresas não pagam IRC

Mais uma notícia assustadora: dois terços das empresas portuguesas não pagaram IRC em 2008.
Agora, pergunto eu:
O que lhes aconteceu? Foram investigados? Foram obrigadas a pagar a sua dívida? Tinham viabilidade ou não como empresas? Tinham capacidade para gerar emprego (porque é isso que se pressupõe ser a principal função de uma empresa)? Quem tinham à frente, um patrão ou um empresário? Esse patrão ou empresário teve lucros ou não?
Porque, meus amigos, empresas que não geram emprego, não pagam como nós, cidadãos individuais, os seus impostos, mas cujos patrões enriquecem, não fazem falta a este país...

11 setembro 2010

A Princezinha

A avó Rosalina costumava contá-lo ao serão, fazendo-nos chorar e sonhar, sucessivamente. Li e reli este romance, escrito por Frances Burnet.
Hoje, revi-o, em filme, para recordar.
Eis a história:
O pai vai para a guerra e a filha fica num colégio para meninas ricas. É adorada pelas outras meninas pela sua capacidade de contar histórias maravilhosas. "Era uma vez um céu com muitas cores, como a cauda de um pavão...".
Sara, assim se chamava, era uma princezinha que dizia que "todas as meninas são princesas".
Porém, o pai desaparece na guerra e Sara fica no colégio como criada. A malvada Miss Minchin faz-lhe a vida negra e os únicos amigos que tem são o ratinho, que vive num buraquinho do sótão, onde mora, e Becky, a outra menina criada.
Estando tão triste, deixa de sonhar e quando Becky lhe pede para contar uma história, diz que "as histórias são de fingir, não têm significado..."
Conhece, então, Ram Dass, o criado indiano de um senhor muito rico, que mora em frente do colégio e o seu macaquinho.
E, uma noite, em que Sara e Becky, esfomeadas e tristes, imaginam uma rica mesa com comer e belos vestidos, o criado indiano escuta, do outro lado.
De manhã, o sonho transforma-se em realidade: o quarto está limpo, lindo, todo mobilado, a mesa está cheia de iguarias e o Sol entra pela janela.
Depois de várias peripécias, a menina reencontra o pai e Miss Minchin fica a ser ajudante de limpa-chaminés.

Fernanda Pedroso

09 setembro 2010

Nascem dois pandas no Jardim Zoológico de Madrid


Muito longe, ainda, dos gigantes de peluche que conhecemos, são pequeninos, quase sem pêlo e têm o incrível peso de 150 gramas cada. Nasceram no dia 7 de Setembro (a foto foi tirada neste dia).
O Zoo de Madrid tem, agora, quatro pandas-gigantes: os recém-nascidos e os seus pais. O casal foi um presente do governo chinês para o rei Juan Carlos e a rainha Sofia, de Espanha, durante uma visita à China em 2007. Foi utilizada a técnica de inseminação artificial, pois, é extremamente difícil para os pandas em cativeiro de conceber naturalmente.
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Características do panda-gigante
É originário da China e o seu habitat confina-se às zonas montanhosas do centro e sul.
O panda-gigante é um mamífero, com pelagem preta e branca, da família dos ursídeos, pesa entre 75 e 160 kg e tem uma longevidade de 34 anos (em cativeiro).
O seu jeito pacífico e bonachão fazem dele um dos animais mais queridos pela humanidade. Muito dócil e tímido, dificilmente ataca o homem, a não ser quando extremamente irritado.
Alimenta-se quase exclusivamente de bambú, consumindo cerca de 40 kg por dia. Em cativeiro a sua dieta, além do bambú, inclui cana-de-açúcar, mingau de arroz, biscoito especial rico em fibras, cenoura, maçã e batata-doce.
A reprodução acontece na Primavera, quando os machos competem pela fêmea fértil. A gestação é, em média, de 135 dias. Normalmente nascem um ou dois filhotes. Devido à natureza frágil e delicada dos pandinhas, a mãe opta por criar um único filhote, abandonando o outro.
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Conservação
A baixa taxa de natalidade, a alta taxa de mortalidade e a destruição do seu ambiente natural, colocam o panda sob ameaça de extinção. O número de pandas-gigantes selvagens na China está estimado em 1596.
A União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais, considera, desde 1996, o panda-gigante sob a ameaça de extinção na natureza.

08 setembro 2010

Início do ano escolar 2010/2011

"Com foguetes, arraial e banda de música", começa hoje o ano lectivo para um milhão e meio de alunos. Certamente vão haver inaugurações.
Começam, também, a ser entregues hoje os substitutos do Magalhães, o MG2. Substitutos porquê? No que é que são diferentes dos anteriores? Na forma? Na cor? No preço? No modo como funcionam? Nas potencialidades?
Há 250 mil para distribuir. Mas deve questionar-se: alguém fez o balanço de como correram as coisas no ano lectivo passado? O uso do Magalhães no 1º ciclo foi positivo ou negativo?
Na rua onde moramos, perto da qual existe um bairro social, os miúdos vêm brincar com o Magalhães, os quais servem para tudo um pouco: são arrastados em cima dos muros, como se fossem carrinhos; servem como arma para pequenas batalhas, "eu dou-te com o meu magalhães e tu respondes com o teu, ganha o que bater com mais força"; ou, até, vários Magalhães em cima uns dos outros a servirem de banquinho para alguém se sentar. A imaginação das crianças não tem limites! Só não sabemos se ainda funcionam como computadores!

Devolução de 2,4 milhões de euros à UE?!!!
Noticiou-se hoje, também, que Portugal terá que devolver à União Europeia 2,4 milhões de euros, que constituíam um fundo de globalização para medidas de combate ao desemprego, que não foram aplicados para essa finalidade. Será que um país com 600 mil desempregados não tem ideias para utilizar este dinheiro e assim minimizar o drama de quem está desempregado?

Fernanda Pedroso

31 agosto 2010

Papagaios, Catatuas e Araras

Papagaio--------Catatua-------Arara
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Folhear um livro sobre catatuas, araras e papagaios é um regalo para a vista. São giros, coloridos, espertalhões e inteligentes.
De cores, tamanhos e espécies variadas, estes animais pertencem à família do psitacídeos. Têm como principais características a cabeça larga e robusta, o bico forte e curvo, próprio para descascar sementes, uma longevidade grande (60, 70 ou mais anos), uma grande semelhança entre machos e fêmeas. São originários das zonas tropicais e possuem a incrível capacidade de imitar todo o tipo de sons.
Os papagaios, ou louros como também são conhecidos, falam, cantam e alguns até sabem fazer contas e ir à casa de banho. A sua inteligência é equivalente à de uma criança de 3 anos. Imaginação à solta e logo nos vem à memória aquele louro verde e amarelo que havia na minha rua, quando eu era criança e que, de cabecita à banda, me dizia "olá", esperando o meu "olá" de resposta.
E a catatua Didi, dos livros Uma Aventura, de Enid Blyton, que me deixava com uma vontade louca de ter uma catatua!
E aquela foto que a Mariana tirou no Jardim Zoológico de Lisboa, com uma arara ao ombro! Ambas tão lindas, a combinarem colorido e ternura...
Sabendo-se que estes animais são muito sociáveis e com uma grande capacidade de envolvimento emocional com os humanos, não podemos deixar de mostrar a nossa simpatia por eles. Os "outros", os falsos papagaios que populam na política, não papagueiam nada de jeito e não demostram grande capacidade de envolvimento emocional com as populações. Merecem a nossa desaprovação.
Para terminar, una história gira, extraída do jornal Expresso, de 15 de Agosto de 2009, Revista Única.

"Dona Adélia e o Senhor Agostinho Luz, são donos de uma pequena retrosaria de bairro na Serra das Minas, perto de Rio de Mouro. Quando o filho casou e saíu de casa, há seis anos, o casal ressentiu-se com a solidão. Na altura, decidiram comprar um papagaio, para devolver vida à casa. Hoje, têm "casa cheia". Falam do "Nico" como de um bebé. E ele retribui o afecto, chamando "papá" ao dono. "É um autêntico filho para nós. Já não conseguíamos viver sem ele. Faz uma companhia enorme. Está sempre a cantar e a dançar e à noite vê sempre connosco o programa do Malato", conta Adélia, de 64 anos, que bem se tem esforçado para que o animal também a trate por "mamã".
Das sopinhas de leite que lhe prepara antes de dormir à "mantinha" que lhe bordou, para que não se constipe com uma corrente de ar, não há mimo que Adélia não dispense ao bicho. Nem elogia que não lhe teça. "Não é por ser meu, mas este papagaio é diferente de todos os outros. Faz cocó na sanita e diz 'desculpa, desculpa' sempre que dá um grito mais alto ou eu ralho com ele", conta.
Na loja, o "Nico", também faz as delícias dos clientes. "Bom dia! Estás boa?", é como costuma cumprimentar as freguesas habituais. Adélia e Agostinho esmeram-se na educação do bicho. Nunca dizem palavões à sua frente. Mas há quem, no bairro, insista em ensinar-lhe, ao ouvido, um português mais vernáculo. E o pior é que não há nada que os papagaios gostem mais de imitar do que isso, garante o criador Júlio Rocha. "Quando dizem asneiras, as pessoas riem-se ou falam com uma entoação diferente. Eles percebem que são palavras especiais e aprendem-nas mais depressa", explica.
Foi isso que aconteceu com o "Nico". Numa manhã, há uns meses, estalou o verniz ao habitualmente 'polido' animal. Olhou para uma senhora mais robusta, que estava ao balcão a escolher naperons, e acrescentou à saudação matinal um "ganda cu!", que fez os donos corarem de vergonha. E deixou sem fala todos os presentes."
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Alguns sons do papagaio - aqui e aqui
Alguns sons da catatua - aqui e aqui
Alguns sons da arara - aqui
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Fernanda e Jacinto

22 agosto 2010

Antonio Vivaldi

Algures ouve-se tocar Vivaldi...
É música, vinda de um instrumento, que entra pelas cortinas entreabertas da janela... ou é apenas a nossa imaginação a funcionar, nesta tarde de silêncio e calor?

Antonio Lucio Vivaldi (Veneza, 4 de Março de 1678; Viena, 28 de Julho de 1741) foi um compositor e músico italiano do estilo barroco tardio. Tinha a alcunha de il prete rosso ("o padre vermelho"), por ser um sacerdote de cabelos ruivos.
Vivaldi compôs 770 obras, entre as quais 477 concertos e 46 óperas.
As Quatro Estações (Le quattro Stagioni) são um conjunto de quatro concertos para violino, compostos por ele, em 1723. Esta é a sua obra mais conhecida e está entre as peças mais populares da música barroca. A textura de cada concerto é variada: cada um se assemelha a sua respectiva época.
A música de Vivaldi é particularmente inovadora, quebrando com a tradição consolidada em esquemas; deu brilho à estrutura formal e rítmica do concerto, procurando contrastes harmónicos, inventando melodias e trechos originais.
As suas composições não suscitaram grande adesão em Veneza; os gostos musicais colocaram-no fora de moda. Decide, então, partir para Viena. Mas, para financiar essa deslocação, terá vendido um avultado número de manuscritos, a preços irrisórios.
Em Viena, assume a posição de compositor real na Corte Imperial de Carlos VI (Vivaldi dedicou-lhe La Cetra, em 1727). Mas, por pouco tempo, uma vez que Carlos VI viria a morrer. Este trágico golpe de azar deixou o compositor desprovido da protecção real e de fonte de rendimentos. Vivaldi teve de vender mais manuscritos para sobreviver.
A sua música viria a cair na obscuridade. Terminou a vida na pobreza.
Apenas em meados do século XX, o seu trabalho teve um maior reconhecimento, quando passou a ser organizada, a partir de 1939, a Semana Vivaldi. Desde então, as suas composições obtiveram sucesso universal.

Para ouvir As Quatro Estações:
Primavera
Verão
Outono
Inverno
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Fernanda e Jacinto

19 agosto 2010

A falta do bem essencial e a apologia da esmola

Ver e ouvir os noticiários na TV, tornou-se uma longa travessia do deserto, com catástrofes, assaltos, guerras, mortes, corrupções e miséria.
Hoje, duas notícias nos chamaram a atenção: o aumento do preço do pão e o fecho de mais de setecentas escolas, em Portugal. O pão vai aumentar até 20%, por causa da quebra da produção de cereais... e porque blá blá blá... blá blá blá... Sei lá mais o quê, que vai fazer com que os pobres e os desempregados tenham de comprar mais caro um bem essencial, como o pão.
Outro bem essencial, a educação, vai estar menos ao alcance dos portugueses. Escolas, muitas, foram fechadas. Porque não têm condições (?), porque não têm alunos (?)... porque o Estado precisa de poupar tostões...
Crianças muito pequenas, de creche e de 1º ciclo, vão ser tiradas das suas terras, das suas famílias e vão ser levadas para 20, 30, 40, 60 km de distância. Haverá alguma família que ache isto bem? Só se forem aqueles cujos filhos têm escola ao pé de casa.
Perguntamos: porque se continua a desertificar e matar, a pouco e pouco, uma parte deste país? Porque se insiste em tornar as terras pequenas, mais pequenas e vazias, sem o riso das crianças? Porque se insiste em fazer experiências que já foram feitas noutros países e não deram bons resultados?
Quase que apetece dizer: há que haver muitos pobrezinhos para outros brilharem a dar esmolas!...

Fernanda Pedroso

12 agosto 2010

"Época de fogos" ou abandono da floresta? Os bombeiros, certamente, sabem a resposta!

Segundo um estudo recentemente divulgado, os bombeiros são os profissionais em quem os portugueses mais confiam. Pudera! Quando acontece desgraça, é só com eles que podem contar!
No dicionário, bombeiro voluntário, é o que pertence a uma corporação com a obrigação de acudir a incêndios ou acidentes, unicamente por filantropia.
Em Portugal, o bombeiro é pau para toda a obra: apaga fogos, salva pessoas das águas, transporta doentes para o hospital, faz partos em ambulâncias, desencarcera automobilistas feridos, ajuda feridos, tira vítimas de escombros, etc., etc., etc.
Esta semana, ouvimo-los reclamarem que trabalham 48 a 56 horas seguidas, sem dormir, descansar e comer o suficiente, sem tomar banho e sem que ninguém (as autoridades responsáveis?...) se preocupe com eles.
Onde está o civismo que se apregoa para os outros? Onde está o civismo, que se deseja que os professores incutam às crianças, na escola.
Parece que Portugal dá uso zero aos fundos para a Floresta, gastando-os noutras coisas. Parece!... Por isso, os bombeiros trabalham, muitas vezes, sem as condições de logística necessárias e suficientes. E têm de mendigar junto das populações dinheiro para comprar ambulâncias, veículos e outros equipamentos afins.
Ainda ontem ouvimos, na televisão, um engenheiro ambiental dizer que os grandes incêndios na Amazónia, na Rússia ou em Espanha, correspondem a cerca de 1% da área florestal de cada um desses países, enquanto em Portugal tais valores atingem já os 12%.
Este Verão, por causa da incúria dos responsáveis, já morreram três bombeiros.
Vivam os bombeiros voluntários!

Fernanda Pedroso

09 agosto 2010

Gelados!

O calor que se faz sentir deu-nos vontade de escrever uma notícia verdadeiramente fresca.
Este fim-de-semana decorreu em Cascais o 1º Festival do Gelado.
Impossível não falar dos gelados Santini, cem por cento naturais, deliciosos, sem químicos, sem aditivos e sem corantes. Foram criados por Attilio Santini, imigrante italiano, que estabeleceu, em 26 de Agosto de 1949, uma geladaria na praia do Tamariz. No primeiro dia, todos os gelados foram oferecidos. De então para cá, mesmo pagos, não deixaram de ser um sucesso, que a família Santini procura preservar.
Gelado, é um tipo de guloseima doce e gelada, preparada a partir de derivados do leite. Pode possuir diversos sabores (frutas, baunilha, chocolate, caramelo,café, etc.), sendo a mistura arrefecida enquanto é agitada, para evitar a formação de cristais de gelo. Servido num copo ou cone, é a sobremesa, por excelência, do Verão.
Sorvete, é um sinónimo de gelado, usado em Portugal.
As referências mais antigas sobre as origens do gelado, falam do imperador romano Nero (37-68), que teria mandado trazer neve e gelo das montanhas para misturar com fruta e do imperador chinês King Tang (618-697), que teria um método de combinar leite com água do rio.
Para terminar, vamos saborear um gelado!

Fernanda Pedroso

02 agosto 2010

Novos escravos

Insistimos em continuar os mais tristes, os mais pobres, os mais corruptos. Insistimos, em nome da crise e das dificuldades (quais dificuldades? de quem?), em dar vida de cão a muitos dos nossos compatriotas.
Alguns órgãos de comunicação social, dão hoje notícias deste facto*. O Tribunal de Instrução Criminal do Porto mandou para julgamento 58 indivíduos, organizados em 13 "clãs", acusados de crimes de escravidão referentes ao recrutamento de pessoas numa situação débil: analfabetos, deficientes mentais ou dependentes de álcool ou droga. Há 65 vítimas identificadas.
Entre 1997 e 2005, os acusados dedicavam-se à angariação de mão-de-obra para quintas, caves vinícolas ou para trabalhar nas obras, em várias regiões de Espanha, através da promessa de salários razoáveis, com despesas de alojamento e alimentação pagas. A angariação era efectuada no interior do país, mas também no Porto, em estações de autocarros, comboios, hospitais e no centro da cidade.
Chegados a La Rioja, Logroño, ou outras cidades do Norte de Espanha, os trabalhadores eram colocados em situações desumanas e a viver sob constante ameaça e intimidação, além de agressões.
Tinham de trabalhar todos os dias, desde o nascer até ao pôr-do-sol, sem folgas. Comiam sandes ao almoço e, ao jantar, eram-lhes fornecidos os "restos" da alimentação dos "clãs", que serviam também para dar a animais. E nada ganhavam.
Há vítimas que dizem ter construído cabanas com plásticos para não dormirem ao relento; casos de pessoas que se deitavam em colchões retirados do lixo; outros viviam em casas degradadas, sem casa-de-banho, o que os obrigava a tomar banho em rios ou riachos.
A situação é, por vezes, tão intolerável que alguns acabam por conseguir fugir e regressar a Portugal, mas sempre sob receio de represálias por parte dos grupos.
Estes trabalhadores, regressam humilhados, mais pobres do que foram e com uma história triste para contar.
Assim é a nova escravatura.
A nós, tudo isto deixa um gosto amargo na boca.
Quem parece não se incomodar muito é a justiça e os governantes portugueses. Até quando?

* Caso do Jornal de Notícias, onde se baseou este artigo.

Fernanda e Jacinto

Parabéns, Mariana!

Muito felizes por fazeres hoje 23 anos, desejamos que eles sejam repletos de felicidade, alegria, sonhos e todas as coisas que nos fazem bem.
E porque filho é sempre filho, recordamos e adaptamos para pai e mãe, um texto que fala da relação mãe/filho.
"O coração dos pais é um músculo que bate sem parar, mas é, também, um lugar mágico onde acontecem coisas extraordinárias. Assim, está ligado ao coração dos filhos por um fio fininho, invisível e tudo o que acontece aos filhos, faz acontecer quelquer coisa no coração dos pais.
Se os filhos dão gargalhadas, o coração dos pais dança.
Se os filhos estão tristes, o coração dos pais parte-se em mil bocadinhos.
Quando os filhos adoecem, o coração dos pais fica pequenino.
Congela, quando os filhos se perdem.
É um novelo embaraçado, quando não compreendem os filhos.
É um sino que toca sem parar, quando os filhos precisam de ajuda.
Ganha ferrugem, quando não vêem os filhos há muito tempo.
E
enche-se de garras e dentes afiados quando querem fazer mal aos filhos."

Beijinhos!
Fernanda e Jacinto

28 julho 2010

Novos seres?

Vulcão Eyjafjallajökull, Islândia

As cinzas do vulcão Eyjafjallajökull da Islândia começaram a ser expelidas no dia 21 de Março de 2010 e continuaram durante vários dias, até 25 de Abril. Provocaram o caos nos céus da Europa, ao impedir o voo dos aviões em muitos aeroportos da Europa.

Os vídeos e seguir, mostram vulcão em actividade:

Erupção do vulcão, dia 22 de Março

Erupção do vulcão, dia 24 de Março

Além deste facto, imediatamente perceptível, outros fenómenos surgiram, segundo alguns cientistas, nomeadamente, o de poder gerar mais vida no mar. A imagem a seguir, tirada no dia 22 de Maio de 2010 pelo satélite Terra da NASA, indica que as manchas mais claras, são fruto do desenvolvimento de seres microscópicos, que compõem o chamado fitoplancton, que crescem em grande quantidade no Norte do Atlântico, da Islândia à costa de França, durante a Primavera e o Verão. Tais seres deslocam-se ao sabor das marés e exigem nutrientes para se multiplicarem.

As manchas mais claras estão relacionadas, geralmente, com fenómenos que levam os nutrientes para a superfície da água, como as nuvens de poeira, mas as cinzas de vulcões também podem ajudar o crescimento do fitoplancton.
Uma erupção bem 2008 do vulcão Kasotchi, nas ilhas Aleutas, propiciaram uma enorme florescência no Nordeste do Oceano Pacífico. O facto foi descoberto por cientistas do Instituto de Geofísica da Universidade de Hamburgo, na Alemanha.
As cinzas ricas em ferro que caem em águas pobres desse elemento, podem criar as condições necessárias para a disseminação do fitoplancton.
No caso das cinzas no Atlântico, pode-se especular se as cinzas serviram de adubo para esta formação. Neste caso, a resposta, provavelmente, é não. O Oceano Atlântico Norte já contém ferro em abundância, onde, nessas águas cresce o fitoplancton a cada Primavera e Verão.

25 julho 2010

Sobre a mesquinhez

Chamou-nos a atenção a notícia do Expresso de ontem, página 26, que relata que o executivo do presidente Rui Rio, da Câmara Municipal do Porto, rejeitou a proposta para atribuir o nome do escritor José Saramago a uma rua da cidade. Se não fosse triste daria vontade de rir.
Para as vistas curtas e a mesquinhez que caracterizam o político Rui Rio, em especial, e muitos outros políticos portugueses, em geral, aqui ficam as palavras de José Saramago:

Usamos perversamente a razão
quando humilhamos a vida,
a dignidade do ser humano
é todos os dias insultada
pelos poderosos do mundo,
a mentira universal
tomou o lugar das verdades plurais,
o homem deixou de respeitar-se
a si mesmo quando perdeu
o respeito que devia
ao seu semelhante.
.
Fernanda Pedroso

20 julho 2010

Aniversário da Fernanda

Hoje fomos ao Montijo e festejámos o aniversário da Fernanda.
Almoçámos um apetitoso prato de carne assada com puré de batata e salada, confeccionado pela Zézi, e, como sobremesa, umas talhadas de melancia e melão, muito saborosas.
A seguir, chegou a hora da aniversariante, que foi presenteada com um bolo caseiro de bolacha, ouvir os "Parabéns a você...", cantado pelos presentes, com a vela e o "foguete" a brilharem com luz e faíscas.

Foi o dia de aniversário possível, passado em família, com os miminhos do costume. Os miminhos, como disse alguém muito sábio, fazem-nos falta. São como vitaminas para a felicidade. Das prendas, gostei de todas. Talvez a mais original seja a da Mariana, uma guzmania samba. Sabem o que é? Eu também não sabia.

Para a história da família, fica registado que nasci às três "de la tarde", do dia 20 de Julho. E se há dias simpáticos para nascer, o meu, na minha modesta opinião, é um deles. Foi a 20 de Julho que o homem, voando pelos ares, chegou à Lua, seja lá o que for que isso signifique. Por outro lado, é o dia que se festeja mundialmente a Amizade, um dos sentimentos que me é mais grato.
Vivam, portanto, eu, a capacidade de navegar no espaço estraterrestre e a amizade entre os homens.

Fernanda Pedroso

14 julho 2010

Sérgio Paulinho vence 10ª Etapa da Volta à França 2010

Sérgio Paulinho venceu, hoje, a 10ª Etapa da Volta à França, entre Chambéry e Gap, na distância de 179 Km, com o tempo de 5:10:56 horas.
Ao serviço da RadioShack, equipa onde ele representa, mais ou menos, o papel de baby sitter do americano Lance Armstrong, nunca tendo ganho nada até hoje devido às funções que tem desempenhado. Já em anos anteriores, Sérgio Paulinho, desempenhou funções semelhantes.
Porém, este ano, como o "chefe fila" já está completamente arredado da luta pelo pódio, isto é, "patrão fora, dia santo na loja", Sérgio Paulinho ganhou uma etapa.
Será que os responsáveis pelo desporto português não aprendem? Quando é que irão apoiar os outros desportos da mesma forma que apoiam o futebol, que há muito tempo não ganha nada para o país?
Lembro ainda que este ciclista português (nascido em 26/03/1980) foi medalha de prata na prova de Ciclismo de Estrada nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004, percorrendo a distância de 224,4 Km, com o tempo de 5:41:45 horas.

12 julho 2010

Aniversário da Zézi e girassóis

Fomos ao Montijo para festejar o aniversário da Zézi, com ela e tia Marizé.
O bolo era caseiro, mas arranjou-se uma vela e um "fogo de artifício" para arder enquanto cantávamos os parabéns.

O calor era tanto que mal pusemos o nariz fora de casa. Ainda assim, fomos espreitar os girassóis que, este ano, nasceram poucos e pequenos, em comparação com o ano em que a Dina me deu as primeiras sementes.

Gosto imenso de girassóis. Com eles, parece que o quintal fica cheio de pequenos sóis a brilhar entre as outras plantas. E trazem-nos uma sensação de bem estar.
Para quem não sabe, o girassol é uma planta anual, da família das asteraceae, com um caule grosso e robusto e uma altura que pode ir até aos dois ou três metros de altura.
É originária da América do Norte e Central e, por lá, foram encontrados objectos incas em ouro que fazem referência aos girassóis, como o seu Deus do Sol.
Caracteriza-se, ainda, pelo heliotropismo, comportamento vegetal de estar sempre voltado para o Sol.
Para terminar, vou falar doutros girassóis, os de Vincent Van Gogh. Este pintor holandês (30-03-1853; 29-07-1890), entre a sua vasta obra, pintou uma série de sete vasos com girassóis (Agosto de 1888 e Janeiro de 1889), quando da sua estadia na cidade de Arles, a Sul de França.

Doze girassóis numa jarra
Vincent Van Gogh
Agosto de 1888

Doze girassóis numa jarra, é considerada uma das melhores e mais famosas obras do pintor holandês Vincent Willem Van Gogh. Actualmente, esta é uma das pinturas mais famosas e valiosas do mundo. Em 1987, alcançou o valor aproximado de 40 milhões de dólares (quase 32 milhões de euros). Tal sucesso e reconhecimento contrastam com a vida do seu autor, que sempre viveu à margem da sociedade e cuja única pintura que vendeu em vida foi ao próprio irmão Theo.

Link a visitar sobre este pintor, aqui.

Fernanda Pedroso

06 julho 2010

Obrigado Matilde, pelos tesouros com que nos presenteaste!

Matilde Rosa Araújo nasceu em Lisboa (Benfica), em 20 de Junho de 1921. Licenciou-se na Faculdade de Letras de Lisboa, em 1945. Foi professora do Ensino Técnico-Profissional e formadora de professores na Escola do Magistério Primário de Lisboa.
A estreia literária verificou-se com a obra A Garrana (1943), que obteve um primeiro prémio de um concurso ("Procura-se um novelista"), patrocinado pelo jornal "O Século" e pelo Rádio Clube Português.
Mas foi em 1956 que começou a publicar para crianças, com a edição, no nº 3 da revista "Graal", dos Poemas Infantis. No ano seguinte, O Livro da Tila vai dar início a uma vasta obra no domínio da literatura juvenil.
A escritora teve uma intensa actividade literária - escreveu cerca de 40 obras para crianças e adultos.
Em 1980, a autora recebeu o Grande Prémio de Literatura para Crianças, da Fundação Calouste Gulbenkian e o prémio para o melhor livro infantil, pela mesma fundação, em 1996, pelo seu trabalho Fadas Verdes.
A Câmara Municipal da Trofa criou, em 2001, o Prémio Matilde Rosa Araújo, para "criar e/ou consolidar hábitos de leitura e escrita" e "divulgar autores de língua ificial portuguesa".
Matilde Rosa Araújo recebeu o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique e, em Maio de 2004, foi distinguida com o Prémio Carreira, da Sociedade Portuguesa de Autores.
A escritora morreu, hoje, em Lisboa, aos 89 anos.
Aqui fica um dos seus poemas.
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O Chapeuzinho
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A menina comprou um chapéu
E pô-lo devagarinho:
Nele nasceram papoilas,
Dois pássaros fizeram ninho.
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Chapéu de palha de trigo
Que a foice um dia cortou:
Na cabeça da menina,
O trigo ressuscitou.
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Depois tirou o chapéu,
Tirou-o devagarinho:
Não vão murchar as papoilas,
Não se vá espantar o ninho.
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E, chapeuzinho na mão,
De cabeça levantada,
A menina olhou o Sol,
Como a dizer-lhe: obrigada!

01 julho 2010

Pastéis de Belém: depois de saboreados, aqui vai a sua História

No início do século XIX, em Belém, junto ao Mosteiro dos Jerónimos, laborava uma refinação de cana-de-açúcar, associada a um pequeno local de comércio variado.
Como consequência da revolução liberal, ocorrida em 1820, são encerrados, em 1834, todos os conventos de Portugal. Numa tentativa de sobrevivência, alguém do Mosteiro, põe à venda uns doces pastéis, rapidamente designados por Pastéis de Belém.
A imponência do Mosteiro dos Jerónimos e da Torre de Belém, atraíam os visitantes, que depressa se habituaram a saborear os deliciosos pastéis, originários do Mosteiro.
Em 1837, inicia-se o fabrico dos Pastéis de Belém, em instalações anexas à refinaria, segundo a antiga "receita secreta", oriunda do convento. Transmitida e exclusivamente conhecida pelos mestres pasteleiros, que os fabricavam artesanalmente, na "Oficina do Segredo".
Esta receita mantém-se igual até aos dias de hoje.

Link da casa Pastéis de Belém, aqui.

26 junho 2010

Casa Eficiente

Ontem, visitámos a Casa Eficiente, no Museu da Electricidade, em Lisboa.
Entre tanto futebol e vuvuzelas lá arranjámos tempo para ir visitar a Casa Eficiente e aprender maneiras de viver com o menor custo energético para o planeta.
Não pudémos deixar de visitar aussi os pastéis de Belém, saborosos, morninhos e estaladiços.
Das fotos que tirámos, aqui ficam algumas.

Link da Casa Eficiente, aqui.

20 junho 2010

Saramago morreu! Viva Saramago!

Porque a sua obra ficará viva pelos séculos dos séculos além!
Tamanha lucidez, frontalidade e firmeza de convicções, faz-nos falta, num país que se está a transformar num ensaio sobre a mudez, onde ninguém tem coragem/voz para denunciar as aberrações que estão a acontecer diariamente.
Do encantamento e estranheza que foram Levantados do Chão e Memorial do Convento, os que vieram a seguir tornaram-se iguais a quaisquer outros muitos bons romances. Que me perdoem! O que importa menos é onde ficam as suas cinzas - Azinhaga do Ribatejo? Lanzarote? Outro sítio? No nosso coração, certamente! O que faz falta é o homem e as palavras que dizia.
Talvez ele pudesse reinventar novos levantados do chão contra esta crise com que nos massacram, mas de que não somos culpados.

Breve biografia de José Saramago
José de Sousa Saramago (Azinhaga, Golegã, 16 de Novembro de 1922 - Lanzarote, Ilhas Canárias, 18 de Junho de 2010) foi um escritor, argumentista, jornalista, dramaturgo, contista, romancista e poeta português.
Nasceu de uma família de pais e avós pobres. Em 1924, a familia muda-se para Lisboa. Apesar do gosto que demonstra desde cedo pelos estudos, não tem possibilidade de entrar na universidade. Para garantir o seu sustento, formou-se numa escola técnica. O seu primeiro emprego foi serralheiro mecânico.
Entretanto, fascinado pelos livros, à noite visitava com grande frequência a Biblioteca Central - Palácio Galveias, em Lisboa.
Autodidacta, aos 25 anos publica o primeiro romance Terra do Pecado (1947), mesmo ano de nascimento da sua filha, Violante, fruto do primeiro casamento com Ilda Reis, com quem se casou em 1944 e permaneceu até 1970. Nessa época, Saramago era funcionário público. Para melhorar os seus rendimentos, em 1955, começou a fazer traduções - Hegel, Tolstói e Baudelaire, entre outros autores, aos quais se dedicou.
Saramago era militante do Partido Comunista Português desde 1969.
Em 1975, foi nomeado director-adjunto do Diário de Notícias, cargo que ocupou durante alguns meses. A partir de 1976 passou a viver dos seus escritos, inicialmente como tradutor, depois como autor.
Em 1988, casar-se-ia com a jornalista e tradutora espanhola María del Pilar del Río Sánchez, que conheceu em 1986, ao lado da qual continuou a viver até à sua morte.
Devido a toda a influência cultural exercida pelo catolicismo em Portugal, Saramago aborda a Bíblia no seu trabalho de escritor. A sua interpretação sobre este livro é a de que ele é um "manual de maus costumes", cheio de "um catálogo de crueldade e do pior da natureza humana" e que, para uma pessoa comum a decifrar, precisaria de ter "um teólogo ao lado". E cita, para sustentar isso, os episódios de violência relatados na Bíblia, como o sacrifício de Isaac, a destruição de Sodoma ou a vida de Job, por exemplo. Para Saramago, todos eles revelam que "Deus não é de fiar". Porém, Saramago não deixa de reconhecer que a "Biblia tem coisas admiráveis do ponto de vista literário" e "muita coisa vale a pena ler", estando, entre elas, os Salmos, com páginas "belíssimas", o Cântico dos Cânticos e a parábola do semeador contada por Jesus.
A relação de tensão de Saramago com a Igreja Católica cresceu fortemente após a publicação do livro O Evangelho Segundo Jesus Cristo, em 1991. O livro foi motivo de fortes críticas por parte da Igreja Católica e de alguns políticos católicos que se consideraram ofendidos pela leitura secular que Saramago faz da personagem Jesus. O Sub-Secretário de Estado Adjunto da Cultura de Portugal, vetou, em 1991, o livro de Saramago de uma lista de romances portugueses candidatos a um prémio literário europeu. Este foi um dos fortes motivos que levaram Saramago a mudar-se de Portugal para Espanha, pouco depois.
Em 1992, juntamente com Luiz Francisco Rebello, Armindo Magalhães, Manuel da Fonseca e Urbano Tavares Rodrigues, fundou a Frente Nacional para Defesa da Cultura (FNDC).
José Saramago ganhou o Prémio Camões, em 1995, o mais importante prémio literário da língua portuguesa.
Em 1998, a qualidade da sua obra literária é reconhecida mundialmente, com a atribuição do Prémio Nobel da Literatura, sendo o primeiro e, até agora, único escritor de língua portuguesa galardoado com esse Prémio.
Saramago foi considerado o responsável pelo efectivo reconhecimento internacional da prosa em língua portuguesa.
O lançamento de um dos seus últimos livros, Caim, em 2009, voltou a ser alvo de mais perseguição religiosa. O livro voltou a suscitar "incompreensões, resistências, ódios velhos", conforme Saramago. "Desperto muitos anticorpos em certas pessoas", acrescenta, acusando responsáveis da Igreja Católica de terem comentado o livro sem o terem lido.
Na sua passagem por Roma, em 14 de Outubro de 2009, criticou a Igreja Católica dizendo que as "insolências reaccionárias da Igreja Católica precisam de ser combatidas com a insolência da inteligência viva, do bom senso, da palavra responsável. Não podemos permitir que a verdade seja ofendida todos os dias por supostos representantes de Deus na Terra, os quais, na verdade, só têm interesse no poder".
A publicação sucessiva de um vasto conjunto de obras, tornam Saramago como uma figura cimeira da literatura nacional e mundial.

Frases de José Saramago
- "O homem mais sábio que conheci em toda a minha vida, não sabia ler nem escrever", disse ao receber o Prémio Nobel de Literatura, em 1998, citando o avô, analfabeto.
- "Se eu pudesse repetir a minha infância, repetia-a exactamente como foi, com a pobreza, com o frio, pouca comida, com as moscas e os porcos, tudo aquilo.", em entrevista a Edney Silvestre, em 2007.
- "A globalização é um totalitarismo. Totalitarismo que não precisa nem de camisas verdes, nem castanhas, nem suásticas. São os ricos que governam e os pobres vivem como podem.", idem.
- "Eu sou um comunista hormonal. O meu corpo contém hormonas que fazem crescer a minha barba e outras que me tornam um comunista. Mudar para quê? Eu ficaria envergonhado, eu não quero tornar-me outra pessoa.", em entrevista à BBC, em Junho de 2009.

Página oficial, aqui.

13 junho 2010

Apresentação dum livro como alternativa ao futebol

Optámos pelo livro.
Mas o futebol é que está na ordem do dia!...
Quanto custa a um país, que está em crise, a participação da sua selecção no mundial? Não se sabe, mas suspeita-se que é muito. As vedetas não se contentam com pouco.
Quanto custa imprimir e editar um livro? Incomparavelmente quase nada.
E para que precisa um homem de publicar livros que falam de coisas do tempo dos "afonsinhos"? Quem quer ajudar um professor a publicar um livro, que conta como era esta zona (Almada, Lisboa), no período miocénico e mostra os vestígios encontrados? Ninguém!
Para muitos, este país não precisa de livros... precisa é de futebol!...
Ontem estivemos presentes no lançamento do livro, A vida antes de nós: fósseis e geistória da região Almada-Lisboa na época Miocénica, apresentado pelo próprio autor, Manuel Lima, na sala Pablo Neruda, Fórum Romeu Correia.
Neste livro o autor relata-nos como era a actual Região da Grande Lisboa, incluinda a área geográfica de Almada, há dez, quinze ou vinte milhões de anos. Como era o ambiente, o clima, a geografia, a fauna e a flora? Foram estas resposta que Manuel Lima procurou dar durante a apresentação, com apoio de várias imagens através de slides e que estão devidamente descritas no seu livro.

Almoço com Lucínia e Cesário

Desta vez, fomos almoçar com a Lucínia e o Cesário. Levámos umas guloseimas para a Beatriz e a Margarida e recebemos um vinho do Porto.
O almoço estava muito bom, como sempre. Entre outras iguarias, haviam sardinhas assadas, coisa que ainda não tínhamos comido este ano, espetada de perú e, como sobremesa, bolo de café, salada de fruta e café.
Só faltavam os manjericos...

Ocimum minimum é o palavrão em latim para manjerico, planta que, entre nós, está associada aos santos populares, sobretudo a Santo António.
A tradição de oferecer um manjerico à pessoa amada, vem dos tempos romanos.
O manjerico é uma planta efémera, mas, para prolongar a sua duração deve ser conservado em locais com bastante luz, mas sem sol directo, e água suficiente. Ao contrário do que se diz, cheirar um manjerico não o faz secar, mas o perfume libertado é maior se o tocarmos com a mão em concha.

07 junho 2010

Nelson Mandela

O Campeonato Mundial de Futebol está prestes a começar na África do Sul (11 de Junho a 11 de Julho de 2010). Mandela, essa força da natureza, lá está para o "abençoar".
Faz sentido prestar uma pequena homenagem a este homem, um dos personagens principais do filme Invictus, pela coereência e coragem com que lutou pelos seus ideais.
Nelson Rolihlahla Mandela, nascido em 18 de Julho de 1918, foi um grande activista e lutador pelos direitos políticos, sociais e económicos dos negros e contra o apartheid. Uniu-se ao Congresso Nacional Africano (ANC) em 1947 e, dois anos depois, fundou com Walter Sisulu e Oliver Tambo uma organização mais dinâmica, a Liga Jovem do ANC. Desde então, tornou-se um membro activo do ANC.
Comprometido de início, apenas, com actos não violentos, Mandela e seus companheiros aceitaram recorrer às armas após o massacre de Sharpeville (21 de Março de 1960), quando a polícia sul-africana atirou em manifestantes negros, desarmados, matando 69 pessoas e ferindo 180. O ANC é ilegalizado.
Em 1961, tornou-se comandante do braço armado do ANC. Coordenou uma campanha de sabotagem contra alvos militares e do governo.
Em 1962, Nelson Mandela foi preso e condenado a 5 anos de prisão, por viajar ilegalmente ao exterior e incentivar greves.
Em 2 de Junho de 1967, foi condenado a prisão perpéctua, por planear acções armadas e de sabotagem.
No decorrer dos 26 anos seguintes, Mandela tornou-se de tal modo associado à oposição ao apartheid, que o clamor "Libertem Nelson Mandela" se tornou bandeira de todas as campanhas antiapartheid no mundo.
Enquanto estava na prisão, Mandela enviou uma declaração para o ANC em que dizia:
"Unam-se! Mobilizem-se! Lutem! Entre a bigorna, que é a acção da massa unida, e o martelo, que é a luta armada, devemos esmagar o apartheid!"
Recusando trocar a liberdade condicional pela recusa em cessar o incentivo à luta armada (Fevereiro de 1985), Mandela continuou na prisão até Fevereiro de 1990, quando a campanha do ANC e a pressão internacional conseguiram que ele fosse libertado em 11 de Fevereiro, por ordem do presidente Frederik de Klerk. O ANC também deixou de estar ilegalizado.
Em 1989, Nelson Mandela recebeu o Prémio Internacional Al-Gaddafi de Direitos Humanos.
Em 1993, com Frederik de Klerk, recebeu o Prémio Nobel da Paz, pelos esforços desenvolvidos no sentido de acabar com a segregação racial.
Em 1994, foi eleito Presidente da República da África do Sul, cargo que ocupou até 1999.
De Nelson Mandela recordamos algumas frases:
- "A luta é a minha vida. Continuarei a lutar pela liberdade até ao fim dos meus dias";
- "O bravo não é quem não sente medo, mas quem vence esse medo";
- "A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo";
- "Democracia com fome, sem educação e saúde para a maioria, é uma concha vazia";
- "Sonho com o dia em que todos levantar-se-ão e compreenderão que foram feitos para viverem como irmãos".
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Algumas músicas tradicionais da África do Sul:
- Lady Smith Black Mambazo - Homeless
- Soweto Gospel Choir - Khumbaya
- Shaka Zulu - Maiden Love Song
- Lady Smith Black Mambazo - Song

03 junho 2010

Árvores floridas da nossa rua

Não sei o seu nome. Não sei a sua origem. Mas sei que transformam a rua, nesta altura do ano, com as suas lindas flores.

Ontem, vindos de ver o filme Invictus, com as palavras do poema de Nelson Mandela, ainda a remexerem dentro da nossa cabeça (sobre o corpo estar confinado a uma cela pequena, mas o pensamento e a alma serem livres), pudemos sentir o seu cheiro... Era meia-noite. A rua estava deserta e silenciosa e só havia o cheiro das flores brancas das árvores, cujo nome não sei, para nos receber.
De Mandela, há ainda a referir a grande lição de generosidade, coragem e entendimento das coisas.

12 maio 2010

O nosso jardim


Este jardim foi arranjado no dia 8 de Maio de 2010. Das várias flores que nele se encontram, destaco a sardinheira, que tem uma história curiosa. Há 14 anos, a Câmara Municipal de Almada ofereceu flores aos seus munícipes, no dia da árvore, em 21 de Março. Havia muita variedade de flores, mas, a nós foi-nos oferecido um vaso com uma sardinheira.
Aconteceu, entretanto, algo um pouco insólito. Estávamos dentro do nosso carro, parados, enquanto o referido vaso de sardinheira ficou colocado de fora, junto à porta do condutor. Pouco depois, uma senhora passou ali e pegou nele, como se o mesmo não tivesse dono. Abri a porta do carro, dirigi-me à senhora e disse-lhe que a flor me pertencia. A senhora, de imediato, devolveu-mo, dizendo que pensava que não tinha dono.
Essa flor foi colocada na varanda da nossa casa. Esteve sujeita ao frio, ao vento, à chuva, ao calor, mas não desistiu. E todos os anos se lembra de nós, ao fazer desabrochar duas, três, quatro e, às vezes, mais, das suas lindas flores vermelhas.
Ainda hoje ela resiste e esperamos que ela se mantenha durante muitos e muitos anos.

09 maio 2010

Benfica Campeão 2009/2010





07 maio 2010

Laranjeira e laranjas

Esta laranjeira, com laranjas maduras, já tem muitas, novas, pequenas, verdes e a crescer, que no próximo ano estarão como as actuais, prontas para comer.
Da laranja se diz:
De manhã é ouro, à tarde é prata e à noite mata.


DANÇA DO RAMINHO DE LARANJEIRA
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Ai! ai! ai!
Muito, muito lento,
À laranjeirinha
Afagava-a o vento...

Ai! ai! ai!
Que flores de brancura!
No tronco fininho
São a luz segura...

Ai! ai! ai!
Muito, muito lento,
À laranjeirinha
Sacudia-a o vento...

Ai! ai! ai!
Ai o meu raminho,
Flor de laranjeira
Que belo cheirinho!

Ai! ai! ai!
Ai o meu tesoiro,
Cada flor será
Laranjinha d'oiro!

Ai! ai! ai!
Que frutos tão ricos!
Mas ó laranjeira
Tu também tens picos...

Ai! ai! ai!
Raminho dançando,
Será o raminho
Para o meu noivado!...

Matilde Rosa Araújo, O Livro da Tila, Atlântida Editores, Coimbra, 1976
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BOLO DE LARANJA
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Ingredientes
- 4 ovos
- 200 g de açúcar
- 100 g de manteiga
- 1 laranja
- 200 g de farinha
- 1c. (de chá) bem cheia de fermento em pó

Preparação
1. Bata as gema com açúcar até engrossar. Junte a manteiga amolecida, o sumo e a raspa de casca de laranja;
2. Peneire a farinha com o fermento e envolva no preparado anterior, alternando com as claras em castelo;
3. Leve ao forno preaquecido, numa forma redonda com buraco, previamente untada e polvilhada com farinha. Deixe cozer durante 40 minutos, a 180 graus. Retire do forno e desenforme.